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AS REALIDADES DO CAMINHO

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Um dos fatores que nos difere dos animais é a possibilidade que temos de pensar. Cada um de nós neste planeta é livre para refletir e decidir o que quer para si, por exemplo, nos segmentos de crença, religião ou de postura diante de nossas jornadas. Dispomos de liberdade para pensar e temos, através do livre arbítrio, a opção de escolha do caminho que devemos seguir. Por outro lado, a população de encarnados neste planeta é heterogênea, já que somos “seres espirituais milenares”, cada qual com uma idade espiritual própria, um histórico de vidas diferente, o que torna a unanimidade de pensamentos algo impossível, pois cada um pensa e age de acordo com o seu estágio evolutivo. Porém, não devemos nos esquecer do compromisso firmado com a pátria espiritual, no momento do reencarne, quando nos comprometemos a reeducar, reequilibrar e redirecionar nossas trajetórias, o que nos permitiu retornar a este plano, recebendo, do alto da misericórdia divina, o incremento do nosso “sexto sentido”: “A mediunidade”. De posse desse sublime dom, do qual todos indistintamente dispomos, chega o momento na caminhada em que somos “intuídos” a relembrar o compromisso anteriormente assumido, já que, por uma razão que se justifique, poderemos até adiá-lo, mas jamais iremos nos evadir, pois esta é a lei. Se assim o é, torna-se necessário, num momento de reflexão, promovermos um encontro com as nossas almas, adentrando o solo sagrado do coração, de onde a luz se fará e nos orientará em relação à difícil escolha de uma “Casa de Umbanda”, que deverá ser a escola que nos auxiliará no longo processo de aperfeiçoamento moral e intelectual, além de servir de refúgio e um porto de esperança e consolações nos momentos das tempestuosas vibrações negativas. Neste caso específico, é de fundamental importância que a opção seja feita pelos guias e protetores que “carregamos em nossa coroa”, e não por nós, visto que nossas entidades precisarão interagir em harmonia com a cúpula espiritual da instituição. Diante da nova realidade, se estivermos em sintonia, a luz do mundo espiritual nos banhará com suas ondas, fazendo com que seja escolhido o caminho mais seguro. Conforme esta decisão, teremos as conseqüências correspondentes, pois a espiritualidade, antes de nos movimentarmos, traça com cuidado o nosso trajeto, estendendo sua sublime visão sobre o caminho que trilharemos, abrangendo todo o percurso que vamos percorrer, na tentativa de se evitar surpresas desagradáveis. Por estas razões, vale à pena pensar bem antes de iniciar a caminhada. Devemos nos perguntar: “Onde eu quero chegar? Quais os meus reais objetivos? Que caminho tomarei: o mais fácil ou o correto? Terei a meu favor somente os bons ventos da honestidade e da dignidade?” Pense que as intenções são decisivas para os desdobramentos. E como reclamar das conseqüências infelizes, senão de nós mesmos, se não tivermos a devida atenção antes de darmos os primeiros passos? Por mais que a ansiedade tente fazer com que decidamos sem consultarmos a quem cabe decidir, que possamos nos deter um instante e nos lembremos de que a pressa não é boa conselheira, principalmente quando esta atropela a manifestação de nossa egrégora espiritual. A partir da decisão tomada, o coração se enche de alegria pela oportunidade de se “reencontrar uma nova família”, cujos laços estarão calcados na esfera espiritual, supondo-se uma convivência harmônica com os irmãos, pois nesta altura o discernimento é algo pouco perceptível. É quando uma nova realidade se apresenta, pois se por um lado dentro de uma casa de Umbanda a homogeneidade de pensamentos deveria ser um instrumento de poder da corrente mediúnica, por outro a “harmonia plena” ainda constitui um sonho distante em “qualquer organização humana”, pois, como mencionado acima, os homens guardam grandes diferenças entre si. Há que se ter em mente que conviver em harmonia com o diferente pressupõe maturidade e a noção clara do objetivo que se persegue facilita essa convivência. Toda associação humana possui uma finalidade e em uma instituição religiosa, vivenciando-se um regime “teocrático”, tem-se por meta chegar ao altíssimo através da prática do bem. E é preciso manter o foco no objetivo supremo, nem que para isto tenhamos que sacrificar “interesses pessoais” em prol de uma causa maior. E, neste caso, a “decepção” nada mais é do que perceber que se estava “iludido”, enganado sobre algo ou alguém. Aí uns oferecem o “ácido da traição”, o “engodo da hipocrisia” ou o “tradicional fel da ingratidão”, pois é o que alimentam na alma. Normalmente a convivência humana raramente deixa de produzir algum atrito, mas é preciso saber calar a discórdia, já que uma Casa de Umbanda, por mais humilde, é sempre um santuário de uma renovação mental, na direção de uma vida superior, o que demonstra que nenhum de nós que sirva a uma instituição desta natureza, embora com a simples presença, deva esquecer a dignidade da tarefa recebida e a elevação do propósito que nos cabe. E neste sentido, é sempre lastimável duvidar da essência divina de nossa missão. Pensemos sobre as instituições das quais fazemos parte: São forças sagradas, que foram previamente plasmadas na espiritualidade, posteriormente materializadas neste plano, mantidas com sacrifício por dirigentes espirituais, dignos representantes, na esfera terrena, dos espíritos trabalhadores daquele ambiente, para os quais devemos nos dirigir sempre de forma respeitosa, retribuindo-lhes com consideração, a mesma que tiveram quando nos receberam na chegada, no momento em que mais necessitávamos, o que comumente nos esquecemos. Diante destas constatações, reflitamos: Nossa presença em tais ambientes visa ao interesse coletivo, ou à exaltação de nossos egos? De que nos adianta “vencermos um debate”, se a causa que defendemos sofre com isso? De que adianta afetar concordância e semear a discórdia nos bastidores? Se o embate de idéias e posições até certo ponto não é ruim, a agressividade e o radicalismo sempre o são. E neste caso o melhor é afastar-se delas do que, por “mesquinharia”, ser causa de desestabilização e brigas. Procure ser um elemento pacificador nos meios em que se movimenta, principalmente num local sagrado como um Terreiro de Umbanda. O homem sábio identifica quando deve avançar e quando deve recuar. Mas sempre o faz de forma sincera e digna. A dissimulação e a intriga são indignas de uma pessoa honrada. Reflita sobre isso, quando se vir envolvido em debates e contendas. O mundo não mudará por que desejamos e as pessoas não alterarão seus atos por que queremos. Desta forma, quem precisa se transformar? O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura dos médiuns, entre os quais, muitos que, agindo “desrespeitosamente”, esquecem-se de que receberam a sublime missão de divulgarem a doutrina Umbandista ao mundo. A conduta reta e positiva deve ser a tônica em um Templo Umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante, sementes de bondade, amor e proteção. Conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações, fofocas, má índole, entre outros sentimentos densos, atraem e “alimentam os kiumbas desqualificados” que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, momentaneamente enfermas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais. Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento. Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento. Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas. A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão à nossa frente. Todos nós temos pontos fortes e cada um de nós tem deficiências. Mas ambos os pontos fortes e fracos são sagrados. Aprendemos coisas sagradas das deficiências também. Portanto, todas as vidas são desenvolvidas através de tentativas e erros, força e fraqueza, altos e baixos, ganhos e perdas. Se todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obrigações, teremos uma sociedade mais harmoniosa. A falta de vigilância nos pensamentos, palavras e ações tem infelicitado muitas criaturas, pois esta atitude as faz se deparar com os obstáculos imprevistos do caminho e, conseqüentemente, se desesperam e perdem o rumo. É preciso aprender a fiscalizar os pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno. Kardec nos diz que “a imobilidade, em lugar de ser uma força, torna-se a causa da fraqueza e da ruína para os que não seguem o “movimento geral”. Rompe a unidade, porque os que desejam ir para frente separam-se dos que se obstinam em ficar para trás. A espiritualidade ainda nos diz que “a liberdade espiritual é a mais preciosa característica do movimento Umbandista. Entretanto, se somos independentes para vermos a luz e interpretá-la, não podemos esquecer de que o exemplo digno é a base para a nossa verdadeira união em qualquer realização respeitável. Da conduta dos irmãos depende o destino de nossas amadas Casas de Umbanda”

Luis Fernando Barros

Dirigente Espiritual

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PUBLICADA EM: 27/02/2026 09:15:00 | VOLTAR PARA: Artigos | OUTRAS PUBLICAÇÕES
Fonte: Luis Fernando Barros


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